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São Paulo, SP, Brazil
Sou muitas coisas, algumas boas e outras nem tanto, mas o mais importante é que sempre sou eu mesmo independente de local ou situação.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Margens do Mundo

Margens do mundo

Conhecemos um mundo arbitrário para a maioria,
Mas que não é assim para nós.
Preferimos residir nesse mundo às margens do mundo,
Onde não se estabelecem nem se criam velhos nós.
Gostamos desse mundo contrário à sociedade,
Desde que é certo que não estamos sós.
Enxergamos que nesse mundo paralelo,
Tudo é totalmente favorável para nós.
Acreditamos nesse antigo e novo mundo sem lutas,
Por isso não atraímos, mas sempre temos algum algoz.
Assim, deixamos parecer estarmos inativos,
Protegendo a “atividade” que floresce em nós.
Sabemos que dizem que estamos perdidos,
Mas nos encontramos numa constelação de vários sóis.
Claro que nosso melhor amigo é o eficaz mistério,
Que anula o olhar ignóbil dos duvido – corruptíveis faróis.
E se você acha que pertence a esse mundo, não o procure,
Seja sempre o que é e, se for, sempre fará parte de nós.


Pi Sampaio

Vejo refens.

Vejo refens


Vejo que somos refens das “regras sociais”
que todo mundo burla mas aponta o outro;
Então que se fôda a “Sociedade”.

Vejo que somos refens da hipócrita “justiça”
que protege o rico infrator e condena o infrator pobre;
Então que se fôda a “Lei”.

Vejo que somos refens do julgamento parcial dos “outros”
que por vezes não sabem nem o que se passa na própria casa;
Então que se fôda os “Alcoviteiros”.

Vejo que somos refens do “capitalismo agressivo”
que pisa em gargantas pra alcançar o Olimpo financeiro;
Então que se fôda o “Capitalismo”.

Vejo que somos refens do “tempo estipulado”
que nos escraviza a fazer ou estar onde não queremos;
Então que se fôda o “Relógio”.

Vejo que somos refens do “Amor”
que não avisa, não dá escolha, maltrata mas é gostoso;
Então que se fôda com “Amor” – Ou só por prazer mesmo.




PI Sampaio